"Minha alma viaja entre a realidade e o sonho...
Existo entre o limite e o infinito..."

terça-feira, 9 de agosto de 2011

O Destino

Em um belo dia de primavera Lia a bela cigana, prometida a Ruan filho do chefe da tribo e neta de Hanna a velha e experiente cigana conhecedora das armadilhas e testes que o destino guarda a todos os seres humanos. As duas saem para ir até a cidade comprar mantimentos para a tribo, ao chegar Lia que nunca havia saído para ir à cidade fica encantada com tudo o que lhe alcança a vista. Ao entrar na venda  vem-lhes atender um belo jovem moreno de olhos castanhos escuro quase negros, filho do dono da venda, Lia e o jovem olham-se, o jovem fica enfeitiçado pela bela e jovem cigana, assim como ela por ele. A velha sábia percebe o que houve e como havia lido nas cartas do destino da neta o destino traçado não poderia ser concretizado. Os dois jovens passam a encontrar-se as escondidas, estranhando os desaparecimentos da neta Hanna segue Lia, chegando a cachoeira a avó esconde-se, passado algum tempo chega o jovem filho do dono da venda, o coração da velha cigana fica estraçalhado de tanta angustia, ela então sai do esconderijo e leva a neta de volta a tribo. Durante todo o caminho lembra-lhe do compromisso que ela tem com Ruan a moça diz a cigana que ela vive presa a tradições do passado e que isso de casamento arranjado não existe e que para ela não tem valor algum. A velha sábia a lembra que pela lei cigana ela pode ser desde expulsa da tribo, como morta em nome da honra do futuro esposo, a moça não dá a maior importância ao que a avó lhe diz.
Em uma noite escura, a moça foge para encontrar-se novamente seu amado, a avó percebe a ausência da neta e fica amedrontada pela possibilidade de Ruan aparecer a procura da noiva. A velha sábia fica quieta em sua tenda e o que mais temia aconteceu, Ruan chega a procura de Lia, Hanna então lhe diz que a neta foi até a cachoeira ele diz que sabe que a jovem o está traindo, ao saber disso a velha fica tão amedrontada que percebe ter dito o local exato onde a neta costuma encontrar-se com o amado.
Ruan encontra Lia na beira da cachoeira a colher flores enquanto esperava o jovem amado, que naquela noite não compareceu ao encontro, Ruan pergunta a Lia o que estava fazendo ali naquela noite tão escura, ela diz que esperando o destino ele diz a ela que o futuro está ali a sua frente, pois o passado se foi e jamais voltará. Lia entende as palavras de Ruan e chora revoltada pelo destino que a aguarda, Ruan a leva até a tenda da avó e diz a velha sábia o futuro está no presente e o passado nada mais é do que passado.
A velha diz a neta que o destino lhe deu uma nova chance e que deve valorizar pois ela tem em Ruan um homem que a amará pelo resto da vida, a menina moça aceita seu destino, a avó diz que amores todos tem, pois os amores aparente vão e vem, mas somente os verdadeiros permanecem.
 

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